Massagem
Toda manhã, depois de dar a mamadeira de leite pra Catarina e tomar meu café junto com ela, a deixo com a babá pra poder tomar banho e me arrumar pro trabalho. Depois de pronta, eu brinco mais uns minutinhos com ela e saio. Ontem, quando fui brincar esse pouquinho, encontro a seguinte cena: Catarina deitada no sofá, esparramada, e a Erica, nossa empregada, fazendo massagem nos pés da princesa! E ela lá, toda quietinha curtindo o mimo.
Mais um livro
Hoje fui comprar um livro de presente pro meu pai, aniversário dele amanhã. Compra feita, cartão passado, só esperando embrulhar pra presente, viro o rosto e dou de cara com esse livro me chamado: "É claro que eu amo você...AGORA VÁ PARA O SEU QUARTO! - Educando filhos com amor e limites." - Óbvio que o adquiri na mesma hora! Vai ficar na minha cabeceira, junto com o cor-de-rosa da Encantadora.
Bate-cabelo
A expressão "bate-cabelo" é usada para definir aquelas músicas de show de drag queen. Música de boate Gay, geralmente, é bate-cabelo. Na verdade, nesses shows as drags batem o cabelo literalmente - sacodem a cabeça no refrão mais animado da música. Se você nunca viu ao vivo, busca no Youtube pra saber do que estou falando. Enfim, Catarina aprendeu a bater o cabelo, sacode a cabeleira como se drag queen fosse. Depois postarei um vídeo feito ontem.
Nunca satisfeita
Sabe quando uma pessoa nunca está satisfeita na vida? Dessas chatas que reclamam de tudo? Pois é, as vezes incluo a Catarina nessa classe. Toda manhã ela gruda "nimim", pois já sabe que vou sair pra trabalhar, e sempre dá aquela choradinha básica. Aí, à noite, quando chego em casa, ela prefere ficar na cozinha (ou na área de serviço), com a Jú , a brincar na sala comigo. Vai entender o "cerumano"...
Salgadinho
Outro dia eu estava morrendo de fome, cuidando da Catarina, sozinha em casa, resolvi comer um salgadinho. Óbvio que a gulosa da minha filha, que não pode ver defunto sem chorar, quis por que quis comer também. Aí, pra não dar aquela porcaria, dei uma torradinha que ela sempre come. Deitamos no sofá pra ver um DVD, ela no meu colo com a torrada e eu comendo o salgadinho. Toda vez que ela ia colocar a torrada na boca, antes enfiava a mão dentro do meu saco de salgadinho, pra me imitar, como se estivesse pegando um (L).
Cartão de crédito
Escrevendo o parágrafo acima, lembrei de um dia em que fomos vacinar. Antes tem que passar no atendimento, entregar a caderneta de vacinação, cartão do plano de saúde, etc. Tirei todos os documentos da minha carteira e entreguei pra moça. Em seguida, a Catarina ficou gemendo e apontando pra carteira, querendo pegá-la de qualquer jeito, coloquei a carteira na frente dela, ela tirou uns papeis de dentro e os entregou pra moça, assim como eu (L) (L).
quarta-feira, 27 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Feliz Páscoa!
Mais um feriado prolongado que passamos em São Paulo. Ossos do ofício. Ofício do Junior, porque eu to de folga o feriado inteiro (por óbvio, minha folga é restrita tão somente à advocacia, das tarefas domésticas não rola folga, não é mesmo?). Pela TV, vendo o trânsito insano das estradas de São Paulo, principalmente a descida pro litoral – engarrafamento já previsto e velho conhecido de nós, paulistanos -, eu até que dou graças a Deus por não ter arriscado o Guarujá.
Mas, por outro lado, fico chateada por causa da Catarina que só foi à praia uma única vez e não aproveitou, pois não fez Sol. Quero muito levá-la pra conhecer o mar o quanto antes, e to vendo que vai ter que ser sem o papai.
Bom, então, para quem fica em São Paulo no feriado com criança o jeito é arrumar o que fazer nos dois turnos do dia (leia-se antes e depois da soneca) e nisso eu sou boa, afinal de contas, adoro bater pernas por aí com a Cata.
Quinta fomos visitar os avós paternos pela manhã, pois eles desceriam pro Guarú à tarde, então já levamos o presentinho de Páscoa da Vó Sussu e Catarina ganhou o dela: já que ainda não come chocolate, Sussu resolveu dar um anel de pérola! Gente! Coisa mais delicadinha. Pena que não dá pra usar ainda, pois a Cata põe TUDO na boca.
Ficamos brincado e comendo pão de queijo na Sussu até a hora do almoço. O Zé ficou encantado que a Cata olhou pra bola e falou: “bó bó bó goool”. Cantei a musiquinha que nós (eu e Catarina, claro) ensaiamos todos os dias: “Se você está contente bata palmas!” E ela bate palminhas toda feliz! Aí eu dei uma inventada na música pra fazê-la falar, então, eu canto: “Se você está contente fala mamãe!” E ela: “mámái”. E assim fui ensinando. Agora ela já fala o nome dos quatro avós por meio dessa musiquinha. Falou Zé (zie) e Sussu (shushh) e eles quase morreram de alegria! E, ainda por cima, exibimos pro Zé que ela já sabe quais são todos os animais do livrinho do Zoológico...hahahaha, minha geninha!
Depois da exibição, Juca nos trouxe pra casa e a Jú avisou que Catarina tinha recebido flores. Flores? Pra Cata? De quem? Júnior já ficou tenso achando que era de algum pretendente... A surpresa linda era da Dindinha: Catarina recebeu o primeiro buquê de flores da vida dela, olha aí:
Dei o almoço da Catarina e logo ela dormiu, fiquei de ir nos meus pais quando ela acordasse. Nesse meio tempo consegui dar um trato na cozinha, almoçar, tomar banho, me arrumar, ler meus e-mails, dar uma fuçada no Facebook e pronto. Catarina acordou linda e faceira pro segundo "round"!
E lá fomos nós, depois de dar mamadeira, trocar fralda (lavar bubum na pia), colocar roupa nela, arrumar as malas – a de roupa e a de comida – separar uns brinquedinhos pra levar, pentear o cabelo (rabinho de cavalo é o novo penteado favorito!), colocá-la no carrinho, enfim, conseguimos sair de casa rumo aos avós maternos.
A brincadeira começou na areia, com o baldinho e pazinhas que levamos. Aí, a Catarina se encantou por uma bola do Patati-Patatá que estava com um menino mais velho, muito do egoísta, que não deixou ela nem tocar na bola (que raiva!). A distraímos um pouco do outro lado do parque e, algum tempo depois, quando voltamos pros nossos brinquedos, quem estava lá? usando nosso baldinho? O próprio egoísta! Há! Deu vontade de ir lá tirar a pá da mão dele. Mas, né, sou (somos) educada. Quando cheguei mais perto descobri que a bola do Patati nem era desse menino chato, era de um outro, gordinho muito fofo que deixou a Cata brincar à vontade com a bola dos palhaços e todos saíram do parque felizes para sempre!
De volta à casa do Gamé (Se você está contente fala Gamé! Méé) e da Ana (Se você está contente fala Ana! Nhá), Catarina tomou um belo dum banho de pia (que se consagrou como o banho oficial do dia!) e jantou. Chegamos em casa acabadas foi o tempo de dar uma mamadeira de leite que ela já capotou. À noite vieram uns amigos do Júnior comer pizza e tomar vinho em casa, foi bem legal, gosto muito dos amigos do Juca, mas fiquei bem cansada, viu, só sei que acabei o dia lavando a louça da pizza.
O combinado era almoçar o arroz de bacalhau que meu pai iria fazer na Sexta-feira Santa. Maaaaas, antes de tudo, eu ainda tinha que preparar as coisas em casa pra poder passar o dia fora: fazer o almoço da Cata (a “mixtura” de legumes e verduras, pois o arroz e feijão tinha pronto na geladeira e o peixe minha mãe iria assar na casa dela), arrumar as malas, enfim, todo o esquema de sempre que leva sei lá eu quantas horas.
Quando, finalmente, conseguimos chegar nos meus pais, tinha outra surpresinha pra Cata! Eles fizeram a coisa mais fofa: colaram um caminho de pegadinhas de coelhos até chegar no presente de Páscoa que era uma coelhona de pelúcia, com vestido e bolsinha a tira colo – de crochê – e uns ovinhos de chocolate. Lindo demais! Só que a Catarina preferiu mil vezes as pegadinhas do que a coelha. Passou o dia todo apontando pro chão e gritando. Uma coisa! Aliás, no dia seguinte, ao acordar, viu a coelha na cama do quarto dela e fez: ooowwnnn e logo apontou pro chão pra ver se tinham pegadas por lá...Muito esperta!
Fotinhos só tem pelo celular que deixei na casa deles...Depois atualizo esse post, tem filme também!
Depois do almoço e do cochilo o Júnior chegou por lá (tava trabalhando desde cedo) e nós descemos pra piscina, maior solão forte às quatro da tarde em pleno abril, impressionante! Muita brincadeira com água (agora tem que tomar cuidado pq ela tenta se jogar na piscina, não tem nenhum medo, vou providenciar uma bóia de braço urgente!), depois parquinho e, mais tarde, batemos uma bolinha na quadra. Tipo incansável. Júnior comeu e foi embora. Eu fiquei pra dar o jantar e o banho na casa da minha mãe.
Aliás, o banho foi de chuveiro, entrei junto com ela, claro, mas, mesmo assim, mesmo no meu colo, ela detestou. Resmungou o banho inteirinho, tadinha, mas saiu limpinha mesmo assim. Mais um dia agitado que a fez dormir direto depois da mamadeira.
Já faz algum tempo que eu dou a mamadeira da noite e a coloco direto no berço, ainda acordadinha, e ela dorme sozinha. Mesmo quando acorda à noite, eu a pego no colo um pouquinho e devolvo pro berço, to meio que fazendo o método da encantadora (Pick Up and Put Down) e tá dando certo, ensinei a Jú e ele às vezes consegue aplicar no cochilo da tarde. Mas só dá certo quando a Catarina já está com muito sono, senão tem que dar uma embalada no colo mesmo.
Sábado passamos o dia inteiro sozinhas, só eu e Cata, grudadinhas do jeitinho que a gente gosta! Meus pais foram pro Rio num casamento e o Júnior teve plantão. De manhã, depois do café e de preparar o almoço, descemos pra piscina e encontramos o Arthur com o pai dele, que são nossos vizinhos de porta, aqui do 52. Arthur vai fazer um ano daqui quinze dias e ainda não anda e o pai tava todo ansioso querendo saber desde quando a Catarina anda...rararara é tudo igual!
Dessa vez foi a Catarina que foi egoísta com os brinquedos da piscina, o Arthur tava brincando com uns copinhos, ela foi lá e tentou tirá-los da mão dele, mas eu não deixei, falei que era pra emprestar, aí, abriu o berreiro daquele jeito que só ela faz, como se estivéssemos surrando a menina. O pai do Arthur, todo sem graça, tirou o copinho da mão dele, deu pra Cata e ela parou de chorar na hora e já começou a rir. Que vergonha, minha filha!!
Catarina é a típica filha única (e neta única!), tem que ter atenção de todos só pra ela. Não pode ver duas pessoas conversando em sua presença que já reclama atenção. Pode uma coisa dessas?
Enfim, brincamos na piscina por mais de uma hora, subimos direto pro banho e a coisa mais linda a marquinha de sol no bubum da Cata. Gente, ela ficou preta com esses dois dias de piscina, vocês precisam ver. Vou ver se tiro uma fotinho amanhã.
A idéia era irmos tomar sol no Mário, mas depois do almoço ela dormiu, e enquanto isso eu tive que dar uma faxinada na casa que estava de pernas pro ar. Até aspirador de pó eu passei (daqueles portáteis, tudo bem, mas também conta, né?). Olha, vou te contar que classe média sofre, viu. Três dias sem babá e empregada e parecia que tinha passado um tornado na minha casa. Semi-limpeza terminada eu consegui tomar banho e, no meio do meu almoço, a Cata já acordou, deu tempo de mais nada!
Lembrei que ontem passei pelo Parque das Bicicletas e tinha alguma coisa rolando sobre a páscoa, uns coelhos grandes umas casinhas, não consegui definir o que era. Fiquei com vontade de levar a Cata e lá fomos nós pra segunda etapa do dia, passeio no parque!
A Nestlè fez um parquinho com cenário da Páscoa, coelhos grandões, ovos gigantes, escorregador, gira-gira, piscina de bolinhas, casinha de bonecas, moças pintando o rosto e uns animadores fazendo umas brincadeiras com a criançada. Muito legal! Passamos a tarde por lá.
| Coelho ficou sem gravata depois desse encontro! |
Eu levei uma bola, Catarina fez amizade com o Bernardo (de 11 meses e já anda des dos 10) e, num gesto de magnífico desprendimento e nenhum egoísmo deu a bola na mão do amiguinho, mais de uma vez e ficou vendo ele jogar e brincaram juntos um tempão e eu fiquei toda contente achando que, quem sabe, meu modo de educar esteja surtindo efeito!
Por falar em educação: Sempre que a Catarina cai, ou mesmo quando senta no chão, e suja as mãos ela olha pra gente com a mãozinha pra cima e fica falando “máo, máo”, pedindo pra limparmos as mãos dela. Uma frescura de menina. Incrível como desde sempre somos tão diferentes dos homens, né? Pois bem, hoje eu a ensinei que não tem problema nenhum sujar a mão enquanto está brincando, basta limpá-la...na roupa! Rerere. Muito feio? Fiz mal? Quem vai me julgar? Acho muita frescura ter que ficar passando paninho na mão da criança enquanto ela tá brincando no parque. Pode sujar a roupa! E ela aprendeu direitinho, como podem ver na seqüência de fotos abaixo:
| Opa! Caiu, levantou, não se machucou!! |
| máo, máo, máo - e assim fica até alguém limpar as mãozinhas dela. |
| Aí, ensinei: limpa na roupa Cata, não tem problema! |
Depois do parque demos uma passada nas Lojas Americanas, pois eu estou atrás do DVD do Patati Patatá que a Catarina assiste na casa do Miguel (o vizinho do 4º andar) e adora, além de ficar enlouquecida toda vez que vê alguma foto ou desenho de palhaço. Mas não tinha, então comprei o do Peixonauta, nosso desenho predileto que assistimos antes de dormir no Discovery Kids. E num é que a Cata se agarrou num pacote de BIS e não largava de jeito nenhum! Tirei da mão dela e foi outro escândalo DAQUELES! Pois é, a primeira birra dentro de uma loja por não conseguir o que queria se deu hoje, com um ano, dois meses e 5 dias, por causa de um pacote de BIS que, diga-se de passagem, ela nem sabe o que é!
Toda Páscoa eu compro uns ovos e distribuo no farol pra molecada, esse ano não tive tempo. Lá nas Americanas tinham umas dez crianças de rua, então eu comprei umas caixas de chocolate pra distribuir, daqueles “Sem Parar” (que, por sinal, é um BIS genérico). Saí da loja e as crianças já avançaram. Disse que era pra dividir, tinham seis caixas pra dez crianças. Mas deu uma confusão tão grande que elas me colocaram de juíza no meio da divisão e incluíram todos os chocolates que ganharam durante o dia...confusão generalizada! E Catarina lá no meio dos moleques, fazendo algazarra! Não consegui dar um veredito na divisão dos chocolates e gritei: “Quem ficou sem chocolate levanta a mão!” Os quatro menorzinhos (claro!) levantaram, tadicos! Fui lá e comprei mais quatro caixas e ficamos todos felizes, quer dizer, eles ficaram felizes pelo menos por um breve instante.
Depois de assistirmos a Xuxa e a dança do Pinguim (tem que dançar assim!!) – (Catarina já fala XUXA, só isso que eu te digo!), finalizamos o dia com o Peixonautas, a Marina e o Zico abrindo a POP!! E amanhã tem mais!
E vamos de mais fotos do parque:
| BOLAS! Brinquedo predileto! |
| Pausa pro lanchinho. Sem chocolate, por enquanto! |
| Até porque, banana é muito mais gostoso que chocolate, diz aí, Cata! |
| Independente. |
| Mais bolas! |
| Na fila pra pintar o rosto, não teve paciência pra esperar a vez dela, fomos embora antes. |
| Acabada depois da tarde no parque, assistindo Peixonautas. |
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Meu relacionamento com a Mattel
Faz uns 20 dias que a babá eletrônica lá de casa parou de funcionar. Suspeito de algum mau contato, pois, quando ligada, dava o apito de ausência de sinal e, em algumas raras vezes, se ligássemos junto com a luz do aparelho e depois de ligar sua música (dar uns tapinhas, uma assoprada e duas voltinhas), ela funcionava.
Procuramos pelo manual de instruções pra ver se ainda estava na garantia e a localização da assistência técnica, mas não o encontramos. A babá foi adquirida pelo Júnior alguns dias após o nascimento da Catarina e ele deve ter jogado tudo fora, caixa, manual, etc.
Aí o Santo Google me informou que a assistência técnica da Fisher Price é dada pela Mattel aqui no Brasil. Liguei lá no dia 1º de abril e fui atendida pela Jéssica que, de tão simpática, desconfiei que era alguma pegadinha relacionada ao dia. Mas não. Surpreendentemente fui muitíssimo bem atendida.
Como eu já tinha desencanado da garantia, pois não tinha nota fiscal, termo de garantia ou manual, liguei mesmo pra saber o endereço da assistência técnica mais próxima. Disse pra Jéssica que não tinha nenhum documento que comprovasse a data que eu havia comprado a babá, mas que teria sido logo depois do dia 18/02/2010. Ou seja, mesmo que eu tivesse a nota fiscal do produto, a garantia de um ano já havia expirado.
Mas, inacreditavelmente, a Jéssica aceitou minha palavra como verdadeira e sem que eu tivesse que comprovar nada disse que poderia consertar o aparelho como se estivesse dentro da garantia, pois havia passado “pouco tempo” do seu término. Gente!!
Nunca antes na história da minha vida isso tinha acontecido assim, de primeira, sem que eu precisasse fazer uma notificaçãozinha, sabe?
Mandei a babá pelos Correios, por conta da Mattel, eles verificaram que não tinha conserto e me mandaram de volta outra idêntica, novinha em folha, em menos de uma semana. Gente!! Nesse meio tempo trocamos alguns e-mails com documentos que eu precisava assinar e, em todos os passos do processo FALEI SEMPRE COM A MESMA ATENDENTE, a Jéssica (ela que me ligava pra saber se estava tudo caminhando nos conformes!), que já sabia do meu caso e não precisou perguntar todos os mesmos detalhes mais de 10 vezes, como ocorre com os demais telemarketings a que estamos acostumados.
Enfim, estou em lua-de-mel com a Mattel, tanto que mandei um e-mail elogiando o atendimento e eles me responderam mais fofos ainda, olha só nosso namoro:
De: Mariana Paduan [mailto:maripaduan@uol.com.br ]
Enviada em: terça-feira, 12 de abril de 2011 15:30
Para: Mattel do Brasil, SAC
Assunto: Re: Resposta automática de Ausência temporária: [TERMO DE QUITAÇÃO] OCORRÊNCIA: 936599
Enviada em: terça-feira, 12 de abril de 2011 15:30
Para: Mattel do Brasil, SAC
Assunto: Re: Resposta automática de Ausência temporária: [TERMO DE QUITAÇÃO] OCORRÊNCIA: 936599
Gostaria de agradecer o ótimo atendimento que vocês me prestaram, principalmente via telefone, onde fui atendida pela Jéssica, que se mostrou muito competente e cordial
Obrigada,
Mariana.
A resposta deles:
Prezada Mariana,
Primeiramente, queremos agradecer o fato de nos ter procurado, o que abriu a oportunidade para este relacionamento.
Nosso desejo é de estar cada vez mais perto dos nossos consumidores, porque é isso que dá sentido ao nosso trabalho. Ficamos contentes em alcançar suas expectativas em relação ao atendimento.
Estamos sempre à disposição.
Atenciosamente,
SAC Mattel do Brasil
0800 55 07 80
É muito amor, não é mesmo?
terça-feira, 12 de abril de 2011
Pessoas, vamos ajudar o projeto #EUSOUGAY
Olha só que idéia ótima, copiei o post abaixo do blog #EuSouGay, eu super apóio e vou providenciar uma foto da minha família.
Sejamos Gays. Juntos.
abril 12, 2011
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —
segunda-feira, 4 de abril de 2011
E, finalmente, Catarina deu seus primeiros passinhos!
Nossa (tá bom, vai, a minha) ansiedade é grande! Catarina estava muito preguiçosa pra andar, na verdade, nem era preguiça, tadica, era mais insegurança mesmo.
Um mês antes dela completar um ano fizemos um intensivão pra ver se na festinha ela já andaria sozinha, mas não deu muito certo não...Acabei por descobrir que, efetivamente, tudo tem seu tempo. Calma, Mari, calma.
Nesse meio tempo encontrei vária crianças mais ligeiras que a Cata, bebês de 10/11 meses que já andavam e ela nada...Aí que desde a semana passada ela já vem dando uns passinhos sozinha e a cada dia fica mais confiante, desconfio que em uma semana já estará correndo e pulando obstáculos ;)
Sábado passado fomos na festinha do Henrique, filho da Pata e do Flávio, amigão do Júnior. Ele também fez um ano e nada de andar, daí que a Pata disse que nem ligava, pois preferia que o filho desenvolvesse mais o lado intelectual do que o motoro e eu, que não sou boba nem nada, concordei com ela, deixa a Catarina andar se apoiando nos móveis e ser superinteligente, não é mesmo?
Pois é, doce ilusão, bastou esse meu desapego da parte motora pra bichinha sair andando sozinha, olha só que primor o equilíbrio da minha filha:
Então é isso, com um ano e quase dois meses a Catarina começou a dar seus primeiros passinhos sem apoio, mas ainda prefere ir de um ponto a outro engatinhando. Deixa ela evoluir naturalmente, como tudo nessa vida deve ser, que eu fico aqui controlando minha ansiedade.
Um mês antes dela completar um ano fizemos um intensivão pra ver se na festinha ela já andaria sozinha, mas não deu muito certo não...Acabei por descobrir que, efetivamente, tudo tem seu tempo. Calma, Mari, calma.
Nesse meio tempo encontrei vária crianças mais ligeiras que a Cata, bebês de 10/11 meses que já andavam e ela nada...Aí que desde a semana passada ela já vem dando uns passinhos sozinha e a cada dia fica mais confiante, desconfio que em uma semana já estará correndo e pulando obstáculos ;)
Sábado passado fomos na festinha do Henrique, filho da Pata e do Flávio, amigão do Júnior. Ele também fez um ano e nada de andar, daí que a Pata disse que nem ligava, pois preferia que o filho desenvolvesse mais o lado intelectual do que o motoro e eu, que não sou boba nem nada, concordei com ela, deixa a Catarina andar se apoiando nos móveis e ser superinteligente, não é mesmo?
Pois é, doce ilusão, bastou esse meu desapego da parte motora pra bichinha sair andando sozinha, olha só que primor o equilíbrio da minha filha:
Então é isso, com um ano e quase dois meses a Catarina começou a dar seus primeiros passinhos sem apoio, mas ainda prefere ir de um ponto a outro engatinhando. Deixa ela evoluir naturalmente, como tudo nessa vida deve ser, que eu fico aqui controlando minha ansiedade.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Semaninha da pesada!
Nesse último sábado eu passei por uma situação terrível. Tudo culpa minha, mas daquelas culpas sem querer, sabe?
Eu e Catarina passamos o dia na casa dos meus pais e foi um dia bem divertido. O Sol estava quente, o céu bem limpo, delícia pra passear. À tarde fomos brincar na Praça Pereira Coutinho, conhecemos vários amiguinhos novos e a Cata se esbaldou na areia. À noitinha fomos embora e meu pai desceu conosco pra ajudar a colocar tudo no carro.
(Quando eu saio com a Catarina, principalmente se vamos passar o dia fora de casa, tenho que levar duas malas, uma grande com roupas, fraldas e afins e outra menor, com as comidinhas, leite e mamadeiras. Então, o carregamento é o seguinte: Uma mala grande, uma pequena, um carrinho de bebê, uma sacolinha de brinquedos, minha bolsa e a Catarina. Nesse dia em especial eu ainda tinha uma sacola tamanho família com dois travesseiros novos que havia comprado de manhã).
Por isso meu pai teve que descer pra me ajudar. O carro estava no estacionamento de visitantes do prédio, que fica na rua. Fiz a rotina de sempre: bolsas no banco da frente, inclusive a sacolona tamanho família, carrinho no porta-malas e Catarina na cadeirinha atrás. Nesse meio tempo fiz uma coisa que faço com frequência: deixei a chave do carro no banco do motorista e a porta aberta, instalei a Cata em seu assento e saí do carro pela porta de trás e meu pai entrou pra dar tchau para sua netinha. No que ele saiu, fechou a porta traseira e, logo em seguida, vi que a porta do motorista também estava fechada (fechou sozinha) E TRANCADA!
Resumindo: Eu tive a PROEZA de trancar minha filha de um ano dentro do carro com as chaves dentro num calor de 30 graus! QUE DESESPERO!
Na hora que eu percebi a CAGADA gritei pro meu pai chamar um chaveiro, ele saiu correndo rumo a portaria do prédio. Eu saí na direção oposta, em busca da ajuda dos manobristas de um estacionamento vizinho. Entrei correndo e não tinha ninguém, fui encontrar o dono/gerente lá no fundo vendo TV. Falei o mais rápido que eu pude que precisava de ajuda pra arrombar meu carro, pois tinha trancado minha filha dentro. O cara levantou imediatamente, tinha mais de 2 metros de altura - e de largura também. Ele era enorme! Foi correndo comigo até o carro e, no trajeto, parou no restaurante ali ao lado e chamou um motoboy que pegou uma ferramenta em sua moto (acho que era uma chave de fenda, nada muito agressivo). Eles enfiaram essa ferramenta entre o vidro e a porta, na tentativa de abrir o carro, e nada...No mesmo instante eu mandei quebrar o vidro.
Os dois, assustados, olharam pra mim: Tem certeza? Pode quebrar mesmo? ÓBVIO, TIRA MINHA FILHA DAÍ!! Gritei pro meu pai lá na portaria que estava tentando o chaveiro que iria quebrar o vidro, não dava mais pra esperar. Nisso, os meus dois ajudantes foram em busca de alguma coisa pra quebrar o vidro, pois o grandão já tinha tentado no chute e no soco e nada...(Imagina o susto terrível que a Catarina passou dentro do carro com essas tentativas barulhentas e infrutíferas!)
MEU DEUS, QUE SITUAÇÃO HORRÍVEL!!!
Nesse meio tempo chegou um menino numa caminhonete que queria estacionar ao lado do carro. Não deixei, então ele desceu do carro e ficou lá tentando ajudar também, meio sem saber o que fazer. Aí, me volta o motoboy com um BANCO DE FERRO, a única coisa pesada que ele achou, o grandão teve que voltar pro estacionamento, pois tinha chegado cliente, meu pai voltou da portaria dizendo que o chaveiro iria demorar meia hora. NEM PENSAR. ESTOURA ESSE VIDRO AGORA!!!
E foi exatamente isso que ele fez, MEU PAI, MEU HERÓI, detonou o vidro (e um pouco da porta também) com um banco de ferro, destravou o carro e eu tirei a Cata lá de dentro, toda suadinha, chorando pencas, berrando de desespero, tadica. Nessa hora eu desabei e comecei a chorar também, pedindo desculpas pra minha filhinha e tentando acalmá-la e o menino da caminhonete, por sua vez, tentando acalmar a gente, falando que tinha sido só um susto... Ai meu Deus que tragédia!
Enfim, tudo terminou bem, tudo isso não durou nem dez minutos e parece que a Catarina não ficou traumatizada , pois no dia seguinte andou na cadeirinha numa boa. Mas logo depois do ocorrido, ela não quis de jeito nenhum sentar ali, a levei de volta pra casa no colo, minha mãe foi dirigindo meu carro sem o vidro do motorista, cacos por toda parte, dentro de todas as bolsas e sacolas, menos na cadeirinha da Cata. Anjinho da Guarda nesses momentos trabalha dobrado!
Fora que isso estava pra acontecer há tempos, pois eu SEMPRE deixo a chave do carro no banco do motorista, pra não machucar a Catarina enquanto a pego no colo. Deixo a porta aberta, também, mas nesse dia ela fechou sozinha, pois o carro estava estacionado numa rampa.
Agora, só não consigo entender como o carro tranca sem estar com a chave no contato! Bom, quero vender logo esse carro indisciplinado que não me obedece e prende meu bebê. Não gosto mais dele.
Essa foi oficialmente a pior semana do ano, so far. Pelamordedeus, dá um tempo aí pra mim!! Isso porque eu nem contei da minha saga atrás de taxi pela zona leste, pra conseguir chegar ao (e voltar do) Fórum da Vila Prudente; do toco que levei hoje da Juíza mais grossa e estúpida do universo e do vírus que está corroendo minha garganta e fazendo meus olhos e meu nariz coçarem...
Boa semana aí pra vocês!!
A cara do pai
Foram mais de 10 meses de gestação (isso mesmo, 41 semanas, faça as contas), mais quatro meses de dedicação quase que exclusiva e hoje me desdobro em duas pra poder conciliar a maternidade com a advocacia em período integral. Tudo isso, pra que? Pra ela me sair assim, a CARA do pai, cuspida e escarrada! Nem o branco dos olhos se parece com os meus, impressionante ;)
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