sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A CATARINA CHEGOU!!!! 18/02/2010 - Quinta-feira – 41 semanas






E não é que a Catarina veio no dia que ela escolheu? Bem do jeitinho que eu queria! Não poderia ter sido mais perfeito.

Abre parênteses (estou escrevendo o relato do dia do nascimento no dia 23, terça-feira. A Catarina tem 5 dias de vida e faz 2 que estamos em casa. Tudo muito novo, tudo muito bom. E eu não consigo parar de chorar de emoção ao me lembrar do dia 18...) fecha parênteses.

Pois bem, já na madrugada do dia 18, ou seja, um dia antes da data programada pro parto da Catarina, que seria dia 19/02, às 17 horas, tive uma cólica chata, meio que dor de barriga que, no final do dia, vim a saber que era, na verdade, o início das contrações. Como não sabia de nada, tomei um Buscopan e um Luftal.

Acordei, resolvi uns problemas em casa, marquei manicure pras 14:30 hs., e combinei de almoçar na casa da minha mãe. Antes, levei o carro na oficina, fui dirigindo sozinha, tudo normal, tirando aquela cólica esquisita que não passava. Peguei um taxi e fui pra casa da minha mãe.

A cólica foi aumentando. Na verdade a dor que eu estava sentindo era a mesma dor que eu senti desde a semana 38. Uma pontada mais forte no baixo ventre, que piorava quando dava vontade de fazer xixi. Só que hoje a dor estava cada vez mais forte.
Só que a dor da contração que todo mundo explicou pra mim, inclusive minha médica, é uma dor forte que vem das costas e contrai a barriga inteira descendo até o baixo ventre. Ou seja, nada a ver com a dor que eu estava sentindo. Portanto, não tinha a mínima noção de que as contrações já haviam começado.

Pois bem, almocei com mamy e enquanto eu esperava o horário da unha fui fazer xixi e percebi que estava perdendo o tampão mucoso, que é tipo uma parte do útero que desce alguns dias antes do trabalho de parto em si. Minha mãe falou pra eu ligar pra médica, mas achei melhor esperar um pouco.

A Dra. Leila havia me instruído que eu deveria liga pra ela, a qualquer hora, nos seguintes casos: se eu sentisse contrações periódicas, se percebesse água escorrendo pelas pernas ou se o bebê parasse de mexer. E se eu perdesse o tampão? Aí não precisaria ligar, não era nada urgente.

Sendo assim, continuei meu dia: fui fazer a unha, pé e mão prontos, senti que junto com o tampão mucoso estava saindo um pouco de líquido também, nada que escorresse pelas pernas, mas achei melhor liga pra médica.

Do salão, peguei um taxi pra casa e liguei pra Dra. Leila...E qual não foi minha surpresa quando ela me mandou direto pro Hospital! Meu deus, e agora? Não estou preparada...

- Dra., vc acha que eu já vou ser internada?
- Pode ser, você vai pro Einstein pra ser monitorada e se sua bolsa tiver estourado, já fica por lá mesmo.
- Mas Dra., estou no meio da rua, posso ir pra casa, tomar um banho e pegar as malas da maternidade, tá tudo prontinho!
- Acho melhor não, vai direto pro hospital, depois alguém passa na sua casa e pega as malas.

Vixi! Paniquei por um momento, nem consegui passar meu endereço direito pra taxista (que era mulher tem 3 filhos e nunca tinha passado por isso, todos nasceram de cesárea, ma mesmo assim foi me acalmando no caminho).

Ignorando as recomendações médicas, pois não queria chegar sozinha no hospital, liguei pro Júnior ir me buscar em casa, assim deu tempo de tomar banho e pegar as malas.

Chegamos no Einstein por volta das quatro da tarde, nesse ponto já desconfiava que minhas dores eram contrações e comecei a monitorar a duração, elas vinhas a cada 10 minutos. A enfermeira obstetriz me colocou na cardiotocografia, aparelho que mede os batimentos cardíacos do bebê e as contrações da barriga. Fez o exame de toque e constatou a bolsa rota, aí sim eu senti bastante líquido escorrendo.

Tinha 3 cm de dilatação, mas a cabeça do bebê, apesar de encaixada, ainda estava bem alta. Isso significava um trabalho de parto um pouco demorado, mas tudo bem, estava tranqüilo até aquele momento.

Pronto! Estava oficialmente em trabalho de parto, um dia antes da data marcada pra cesárea. Fiquei muuuuuuito feliz, um pouco ansiosa, mas nada nervosa. O Júnior, óbvio, tava uma pilha de nervos!

A obstetriz passou as informações pra Dra. Leila e eu fiquei num quarto pré parto esperando a HORA. Ligamos pros pais, que chegaram voando no Morumbi.

A Dra Leila chegou por volta das 18:30 e as contrações já estavam super fortes e vinham a cada dois ou três minutos, ou seja, eu estava sofrendo horrores. De tipo urrar de dor e mandar o Júnior e minha mãe calarem a boca. Fiquei meio nervosa de tanta dor...

Daí que desdas 16 até as 20 horas fiquei em trabalho de parto intenso, bastante sofrido e meu colo do útero não dilatou nem mais um milímetro, além da cabeça do bebê continuar alta. A Dra. Leila me deixou a vontade pra escolher entre aguardar o parto normal ou ir direto pra cesárea, enfatizando que o parto normal poderia durar ainda horas. O Zé, meu sogro, já tinha examinado minha barriga e disse que o bebê tava bem alto ainda.

Nesse momento eu arreguei...Pedi anestesia, decidi pela cesárea, não agüentava mais de dor e, pra poder tomar anestesia do parto normal teria que aguardar a dilatação, que em quatro horas de sofrimento intenso não aumentou nem um milímetro. Depois que eu decidi pela cesárea, a Dra. Leila disse que foi mesmo a melhor decisão, pois se eu esperasse pelo parto normal, provavelmente, pelo tamanho do bebê e a ausência de dilatação, corria o risco de precisar de uma cesárea de urgência depois de horas e horas de sofrimento...Vai saber...Só sei que não me errependi não, achei tudo ótimo, foi um momento mágico, na hora eu só pensava: Vamos trazer a Catarina logo pra vida real!

E foi assim, às 20:47 horas do dia 18 de fevereiro de 2010 nasceu minha linda e cabeluda filha, Catarina Figueiredo Paduan Afonso, pesando 3420 gramas e medindo 50 centímetros. Já mamou bem direitinho logo no centro cirúrgico e, desde então, essa é sua atividade favorita.

Demorei alguns dias pra conseguir terminar esse post. Hoje já é dia 26/02 e a Catarina está com uma semana de vida. Estamos ótimas. Ontem teve consulta na pediatra e ela tirou nota 10! Aliás, mais que dez, já que ela conseguiu superar o peso do nascimento, o que é raro em uma semana de vida. Está com 3550 gramas. É um bebê bastante tranqüilo, por enquanto, mama e dorme, só dá o mínimo trabalho. As vezes chorou muito, mas nada que faça a gente se desesperar. Hoje ela tá mais chatinha, mas também acho que é normal. Enfim, estamos todos nos adaptando à mais linda integrante da família.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

17/02/2010 - Quarta-feira de cinzas - 40 semanas e 06 dias

É isso aí, minha gente, quase 41 semanas e nada da Catarina querer nascer. Segundo a Dra. Leila não é conveniente e até um pouco arriscado, pra uma bebê que já pesa 3,5 Kg, esperar mais que 41 semanas. Então, já até marcamos cesárea pro dia 19/02 (41 semanas e um dia), sexta-feira, às 17 horas lá no Einstein. Visitas serão bem vindas só no sábado à tarde, por favor ;)

Estou desde a semana 39 esperando um sinal de nascimento, e nada. Desde que marcamos a cesárea, semana passada, fico torcendo para que pelo menos a bolsa estoure antes do dia 19, mesmo que resulte em cesárea, eu já iria ficar mais feliz. O que eu não queria era marcar a data e a hora do nascimento, fatores que, acredito eu, influenciam tanto na vida de uma pessoa...

Só uma observação feita um ano depois: foi exatamente isso que aconteceu, a bolsa estourou no dia 18 e, no final das contas, teve que ser cesárea, e tudo aconteceu no dia seguinte que eu escrevi esse post. Até comecei a acreditar nO Segredo, rsrsrs. Se quiser ir direto pro relato do dia do nascimento, clica aqui

Mas, pelo andar da carruagem, não vai ter jeito mesmo. Tenho feito ultrassom e perfil biofísico a cada três dias e a Catarina só tira nota dez em vitalidade, o que significa que ela pode muito bem ficar mais uns bons dias dentro da barriga sem sofrer. E não se encaixa de maneira nenhuma, colo do útero espesso, cabeça lá em cima, uma preguiçosa essa minha filha.

Faz quase 15 dias que eu já parei de trabalhar, só no aguardo "das dores" (como diz a Erica, minha nova empregada) e parece que estou grávida de seis meses, não sinto absolutamente nada de diferente. Tenho até dirigido e saído de casa sozinha, pra ver se a Lei de Murphy me atinge e entro em trabalho de parto numa situação dessas. Subo e desço as escadas do prédio, só não tenho feito muita caminhada, pq o calor está insuportável e tenho medo de desmaiar.

Aí, fui dar uma olhada no blog da Pat e me deparei com esse post http://patricia-couto.blogspot.com/2010/02/polemizando-um-pouco.html#links (até hoje não aprendi a incluir links no blog, que incompetência, meudeus!).

Mais uma observação: demorou mais de um ano, mas eu finalmente aprendi a colocar link no blog. Vejam o texto da Pat sobre o parto normal X cesárea.

Enfim, hei de concordar com a posição dela sobre o parto. Por mais que eu tenha vontade de ter um parto normal, se a emoção de pegar minha filha nos braços pela primeira vez vier depois de uma cesárea, não vai fazer a mínima diferença, eu quero mesmo é ser mãe logo!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quarta - 10/02/2010 - 39 semanas e 06 dias

Então é isso, amanhã completo as tão aguardadas 40 semanas e nenhum sinal da Catarina querer sair do quentinho... Expectativa total de todo mundo, povo ligando, mandando SMS e nada! Vô Chico e Vó Ivone, os mais novos bisos do planeta, estão no Guarujá esperando o nascimento e nada!

Vem logo pro mundo real, Catarina!!!!

Amanhã tenho mais uma consulta com a Dra. Leila, vamos ver até quando ela pretende aguardar o parto normal. Daqui pra frente é ela quem manda.

Segunda fiz o último ultrassom e a Catarina tirou nota 10 em vitalidade, o que significa que ela pode bem ficar mais uns bons dias na barriga que não fará mal nenhum. Tá engordando no confinamento. 3,4 Kg e 48 cm. Logo mais já poderá ser classificada como bebê gigante, aí serei eu a desistir de parto normal.

Acorda Catarina! Chega de preguiça, menina!

Tenho feito umas pequenas caminhadas pra ver se entro em trabalho de parto, mas o calor insuportável que anda fazendo não ajuda muito. Hoje, ao invés de andar na rua subi e desci as escadas do prédio, mas é muito mais cansativo e não adiantou nada.

O pior de tudo é que já parei de trabalhar desde 2ª feira e não tenho muito o que fazer a não ser esperar o nascimento. Já tá tudo pronto pro parto/maternidade. Todas as minhas listas foram integralmente cumpridas, ou seja, vivendo no ócio há 3 dias.

Vamos ver o que ficará decidido amanhã na consulta, to vendo que essa menina vai nascer em pleno Carnaval, pra alegria do pai dela que adora um sambinha no pé...rererere.