E não é que a Catarina veio no dia que ela escolheu? Bem do jeitinho que eu queria! Não poderia ter sido mais perfeito.
Abre parênteses (estou escrevendo o relato do dia do nascimento no dia 23, terça-feira. A Catarina tem 5 dias de vida e faz 2 que estamos em casa. Tudo muito novo, tudo muito bom. E eu não consigo parar de chorar de emoção ao me lembrar do dia 18...) fecha parênteses.
Pois bem, já na madrugada do dia 18, ou seja, um dia antes da data programada pro parto da Catarina, que seria dia 19/02, às 17 horas, tive uma cólica chata, meio que dor de barriga que, no final do dia, vim a saber que era, na verdade, o início das contrações. Como não sabia de nada, tomei um Buscopan e um Luftal.
Acordei, resolvi uns problemas em casa, marquei manicure pras 14:30 hs., e combinei de almoçar na casa da minha mãe. Antes, levei o carro na oficina, fui dirigindo sozinha, tudo normal, tirando aquela cólica esquisita que não passava. Peguei um taxi e fui pra casa da minha mãe.
A cólica foi aumentando. Na verdade a dor que eu estava sentindo era a mesma dor que eu senti desde a semana 38. Uma pontada mais forte no baixo ventre, que piorava quando dava vontade de fazer xixi. Só que hoje a dor estava cada vez mais forte.
Só que a dor da contração que todo mundo explicou pra mim, inclusive minha médica, é uma dor forte que vem das costas e contrai a barriga inteira descendo até o baixo ventre. Ou seja, nada a ver com a dor que eu estava sentindo. Portanto, não tinha a mínima noção de que as contrações já haviam começado.
Pois bem, almocei com mamy e enquanto eu esperava o horário da unha fui fazer xixi e percebi que estava perdendo o tampão mucoso, que é tipo uma parte do útero que desce alguns dias antes do trabalho de parto em si. Minha mãe falou pra eu ligar pra médica, mas achei melhor esperar um pouco.
A Dra. Leila havia me instruído que eu deveria liga pra ela, a qualquer hora, nos seguintes casos: se eu sentisse contrações periódicas, se percebesse água escorrendo pelas pernas ou se o bebê parasse de mexer. E se eu perdesse o tampão? Aí não precisaria ligar, não era nada urgente.
Sendo assim, continuei meu dia: fui fazer a unha, pé e mão prontos, senti que junto com o tampão mucoso estava saindo um pouco de líquido também, nada que escorresse pelas pernas, mas achei melhor liga pra médica.
Do salão, peguei um taxi pra casa e liguei pra Dra. Leila...E qual não foi minha surpresa quando ela me mandou direto pro Hospital! Meu deus, e agora? Não estou preparada...
- Dra., vc acha que eu já vou ser internada?
- Pode ser, você vai pro Einstein pra ser monitorada e se sua bolsa tiver estourado, já fica por lá mesmo.
- Mas Dra., estou no meio da rua, posso ir pra casa, tomar um banho e pegar as malas da maternidade, tá tudo prontinho!
- Acho melhor não, vai direto pro hospital, depois alguém passa na sua casa e pega as malas.
Vixi! Paniquei por um momento, nem consegui passar meu endereço direito pra taxista (que era mulher tem 3 filhos e nunca tinha passado por isso, todos nasceram de cesárea, ma mesmo assim foi me acalmando no caminho).
Ignorando as recomendações médicas, pois não queria chegar sozinha no hospital, liguei pro Júnior ir me buscar em casa, assim deu tempo de tomar banho e pegar as malas.
Chegamos no Einstein por volta das quatro da tarde, nesse ponto já desconfiava que minhas dores eram contrações e comecei a monitorar a duração, elas vinhas a cada 10 minutos. A enfermeira obstetriz me colocou na cardiotocografia, aparelho que mede os batimentos cardíacos do bebê e as contrações da barriga. Fez o exame de toque e constatou a bolsa rota, aí sim eu senti bastante líquido escorrendo.
Tinha 3 cm de dilatação, mas a cabeça do bebê, apesar de encaixada, ainda estava bem alta. Isso significava um trabalho de parto um pouco demorado, mas tudo bem, estava tranqüilo até aquele momento.
Pronto! Estava oficialmente em trabalho de parto, um dia antes da data marcada pra cesárea. Fiquei muuuuuuito feliz, um pouco ansiosa, mas nada nervosa. O Júnior, óbvio, tava uma pilha de nervos!
A obstetriz passou as informações pra Dra. Leila e eu fiquei num quarto pré parto esperando a HORA. Ligamos pros pais, que chegaram voando no Morumbi.
A Dra Leila chegou por volta das 18:30 e as contrações já estavam super fortes e vinham a cada dois ou três minutos, ou seja, eu estava sofrendo horrores. De tipo urrar de dor e mandar o Júnior e minha mãe calarem a boca. Fiquei meio nervosa de tanta dor...
Daí que desdas 16 até as 20 horas fiquei em trabalho de parto intenso, bastante sofrido e meu colo do útero não dilatou nem mais um milímetro, além da cabeça do bebê continuar alta. A Dra. Leila me deixou a vontade pra escolher entre aguardar o parto normal ou ir direto pra cesárea, enfatizando que o parto normal poderia durar ainda horas. O Zé, meu sogro, já tinha examinado minha barriga e disse que o bebê tava bem alto ainda.
Nesse momento eu arreguei...Pedi anestesia, decidi pela cesárea, não agüentava mais de dor e, pra poder tomar anestesia do parto normal teria que aguardar a dilatação, que em quatro horas de sofrimento intenso não aumentou nem um milímetro. Depois que eu decidi pela cesárea, a Dra. Leila disse que foi mesmo a melhor decisão, pois se eu esperasse pelo parto normal, provavelmente, pelo tamanho do bebê e a ausência de dilatação, corria o risco de precisar de uma cesárea de urgência depois de horas e horas de sofrimento...Vai saber...Só sei que não me errependi não, achei tudo ótimo, foi um momento mágico, na hora eu só pensava: Vamos trazer a Catarina logo pra vida real!
E foi assim, às 20:47 horas do dia 18 de fevereiro de 2010 nasceu minha linda e cabeluda filha, Catarina Figueiredo Paduan Afonso, pesando 3420 gramas e medindo 50 centímetros. Já mamou bem direitinho logo no centro cirúrgico e, desde então, essa é sua atividade favorita.
Demorei alguns dias pra conseguir terminar esse post. Hoje já é dia 26/02 e a Catarina está com uma semana de vida. Estamos ótimas. Ontem teve consulta na pediatra e ela tirou nota 10! Aliás, mais que dez, já que ela conseguiu superar o peso do nascimento, o que é raro em uma semana de vida. Está com 3550 gramas. É um bebê bastante tranqüilo, por enquanto, mama e dorme, só dá o mínimo trabalho. As vezes chorou muito, mas nada que faça a gente se desesperar. Hoje ela tá mais chatinha, mas também acho que é normal. Enfim, estamos todos nos adaptando à mais linda integrante da família.
Mari, chorei de emoção! Que linda a Catarina! Tudo de bom para vocês querida!
ResponderExcluirbeijos