terça-feira, 12 de abril de 2011

Pessoas, vamos ajudar o projeto #EUSOUGAY

Olha só que idéia ótima, copiei o post abaixo do blog #EuSouGay, eu super apóio e vou providenciar uma foto da minha família.



Sejamos Gays. Juntos.

abril 12, 2011

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.
Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?
Quero então compartilhar essa ideia com todos.
Sejamos gays.
Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY
Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:
1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY
2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com
3) E só :-)
Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.
A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.
Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

segunda-feira, 4 de abril de 2011

E, finalmente, Catarina deu seus primeiros passinhos!

Nossa (tá bom, vai, a minha) ansiedade é grande! Catarina estava muito preguiçosa pra andar, na verdade, nem era preguiça, tadica, era mais insegurança mesmo.

Um mês antes dela completar um ano fizemos um intensivão pra ver se na festinha ela já andaria sozinha, mas não deu muito certo não...Acabei por descobrir que, efetivamente, tudo tem seu tempo. Calma, Mari, calma.

Nesse meio tempo encontrei vária crianças mais ligeiras que a Cata, bebês de 10/11 meses que já andavam e ela nada...Aí que desde a semana passada  ela já vem dando uns passinhos sozinha e a cada dia fica mais confiante, desconfio que em uma semana já estará correndo e pulando obstáculos ;)

Sábado passado fomos na festinha do Henrique, filho da Pata e do Flávio, amigão do Júnior. Ele também fez um ano e nada de andar, daí que a Pata disse que nem ligava, pois preferia que o filho desenvolvesse mais o lado intelectual do que o motoro e eu, que não sou boba nem nada, concordei com ela, deixa a Catarina andar se apoiando nos móveis e ser superinteligente, não é mesmo?

Pois é, doce ilusão, bastou esse meu desapego da parte motora pra bichinha sair andando sozinha, olha só que primor o equilíbrio da minha filha:




Então é isso, com um ano e quase dois meses a Catarina começou a dar seus primeiros passinhos sem apoio, mas ainda prefere ir de um ponto a outro engatinhando. Deixa ela evoluir naturalmente, como tudo nessa vida deve ser, que eu fico aqui controlando minha ansiedade.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Semaninha da pesada!

Nesse último sábado eu passei por uma situação terrível. Tudo culpa minha, mas daquelas culpas sem querer, sabe? 

Eu e Catarina passamos o dia na casa dos meus pais e foi um dia bem divertido. O Sol estava quente, o céu bem limpo, delícia pra passear. À tarde fomos brincar na Praça Pereira Coutinho, conhecemos vários amiguinhos novos e a Cata se esbaldou na areia. À noitinha fomos embora e meu pai desceu conosco pra ajudar a colocar tudo no carro.

(Quando eu saio com a Catarina, principalmente se vamos passar o dia fora de casa, tenho que levar duas  malas, uma grande com roupas, fraldas e afins e outra menor, com as comidinhas, leite e mamadeiras. Então, o carregamento é o seguinte: Uma mala grande, uma pequena, um carrinho de bebê, uma sacolinha de brinquedos, minha bolsa e a Catarina. Nesse dia em especial eu ainda tinha uma sacola tamanho família com dois travesseiros novos que havia comprado de manhã).

Por isso meu pai teve que descer pra me ajudar. O carro estava no estacionamento de visitantes do prédio, que fica na rua. Fiz a rotina de sempre: bolsas no banco da frente, inclusive a sacolona tamanho família, carrinho no porta-malas e Catarina na cadeirinha atrás. Nesse meio tempo fiz uma coisa que faço com frequência: deixei a chave do carro no banco do motorista e a porta aberta, instalei a Cata em seu assento e saí do carro pela porta de trás e meu pai entrou pra dar tchau para sua netinha. No que ele saiu, fechou a porta traseira e, logo em seguida, vi que a porta do motorista também estava fechada (fechou sozinha) E TRANCADA!

Resumindo: Eu tive a PROEZA de trancar minha filha de um ano dentro do carro com as chaves dentro num calor de 30 graus! QUE DESESPERO! 

Na hora que eu percebi a CAGADA gritei pro meu pai chamar um chaveiro, ele saiu correndo rumo a portaria do prédio. Eu saí na direção oposta, em busca da ajuda dos manobristas de um estacionamento vizinho. Entrei correndo e não tinha ninguém, fui encontrar o dono/gerente lá no fundo vendo TV. Falei o mais rápido que eu pude que precisava de ajuda pra arrombar meu carro, pois tinha trancado minha filha dentro. O cara levantou imediatamente, tinha mais de 2 metros de altura - e de largura também. Ele era enorme! Foi correndo comigo até o carro e, no trajeto, parou no restaurante ali ao lado e chamou um motoboy que pegou uma ferramenta em sua moto (acho que era uma chave de fenda, nada muito agressivo). Eles enfiaram essa ferramenta entre o vidro e a porta, na tentativa de abrir o carro, e nada...No mesmo instante eu mandei quebrar o vidro.

Os dois, assustados, olharam pra mim: Tem certeza? Pode quebrar mesmo? ÓBVIO, TIRA MINHA FILHA DAÍ!! Gritei pro meu pai lá na portaria que estava tentando o chaveiro que iria quebrar o vidro, não dava mais pra esperar. Nisso, os meus dois ajudantes foram em busca de alguma coisa pra quebrar o vidro, pois o grandão já tinha tentado no chute e no soco e nada...(Imagina o susto terrível que a Catarina passou dentro do carro com essas tentativas barulhentas e infrutíferas!)

MEU DEUS, QUE SITUAÇÃO HORRÍVEL!!!

Nesse meio tempo chegou um menino numa caminhonete que queria estacionar ao lado do carro. Não deixei, então ele desceu do carro e ficou lá tentando ajudar também, meio sem saber o que fazer. Aí, me volta o motoboy com um BANCO DE FERRO, a única coisa pesada que ele achou, o grandão teve que voltar pro estacionamento, pois tinha chegado cliente, meu pai voltou da portaria dizendo que o chaveiro iria demorar meia hora. NEM PENSAR. ESTOURA ESSE VIDRO AGORA!!!

E foi exatamente isso que ele fez, MEU PAI, MEU HERÓI, detonou o vidro (e um pouco da porta também) com um banco de ferro, destravou o carro e eu tirei a Cata lá de dentro, toda suadinha, chorando pencas, berrando de desespero, tadica. Nessa hora eu desabei e comecei a chorar também, pedindo desculpas pra minha filhinha e tentando acalmá-la e o menino da caminhonete, por sua vez, tentando acalmar a gente, falando que tinha sido só um susto... Ai meu Deus que tragédia!

Enfim, tudo terminou bem, tudo isso não durou nem dez minutos e parece que a Catarina não ficou traumatizada , pois no dia seguinte andou na cadeirinha numa boa. Mas logo depois do ocorrido, ela não quis de jeito nenhum sentar ali, a levei de volta pra casa no colo, minha mãe foi dirigindo meu carro sem o vidro do motorista, cacos por toda parte, dentro de todas as bolsas e sacolas, menos na cadeirinha da Cata. Anjinho da Guarda nesses momentos trabalha dobrado!

Fora que isso estava pra acontecer há tempos, pois eu SEMPRE deixo a chave do carro no banco do motorista, pra não machucar a Catarina enquanto a pego no colo. Deixo a porta aberta, também, mas nesse dia ela fechou sozinha, pois o carro estava estacionado numa rampa.

Agora, só não consigo entender como o carro tranca sem estar com a chave no contato! Bom, quero vender logo esse carro indisciplinado que não me obedece e prende meu bebê. Não gosto mais dele.

Essa foi oficialmente a pior semana do ano, so far. Pelamordedeus, dá um tempo aí pra mim!! Isso porque eu nem contei da minha saga atrás de taxi pela zona leste, pra conseguir chegar ao (e voltar do) Fórum da Vila Prudente; do toco que levei hoje da Juíza mais grossa e estúpida do universo e do vírus que está corroendo minha garganta e fazendo meus olhos e meu nariz coçarem...

Boa semana aí pra vocês!!

A cara do pai

Foram mais de 10 meses de gestação (isso mesmo, 41 semanas, faça as contas), mais quatro meses de dedicação quase que exclusiva e hoje me desdobro em duas pra poder conciliar a maternidade com a advocacia em período integral. Tudo isso, pra que? Pra ela me sair assim, a CARA do pai, cuspida e escarrada! Nem o branco dos olhos se parece com os meus, impressionante ;)


sexta-feira, 25 de março de 2011

Resquícios do post anterior e o banho de hoje!!

O post anterior causou o maior alvoroço. Agora que comecei a divulgar os novos textos no Facebook o blog tá bombando! Quer dizer, pros meus padrões, né, pois sempre achei que só meia dúzia de familiares liam isso aqui. Só pra ter uma idéia: o referido post teve 61 visualizações (é, viciei nas estatísticas).

Aliás, pelo post das estatísticas descobri que tem uma leitora assídua do blog que eu não conheço, a Maria Hilda, me deixou um comentário incrível - que me fez chorar compulsivamente no meio do escritório e que se eu fosse você iria lá conferir (comentário no final do post do "Brechó Camarim"). 

E, por falar em COMENTÁRIOS, várias pessoas lendo e tentando comentar, sem lograr êxito (sim, sou advogada!). Não sei qual o problema com os comentários, desde sempre é permitido a qualquer pessoa fazer comentário por aqui. Quem não tem conta no Google, basta entrar como “anônimo” e, claro, assinar no final pra eu saber de quem se trata. Enfim, podem falar a vontade!! Ou no Facebook também, tanto faz.  Veja que no final do texto anterior eu fiz uma atualização e incluí tudo que disseram sobre ele lá no Face. Assim, pro futuro, já está tudo documentado ;)

Outra coisa que eu quero esclarecer: Gente, tudo que eu contei ali é verdade, inclusive meu sentimento de culpa e dor no coração, além disso, eu escrevi tudo no mesmo dia do ocorrido, então, as emoções estavam em total ebulição. Soma-se a isso o início da minha TPM. Por conta disso tudo eu posso ter exagerado um pouco na descrição da minha aflição. Não que eu não estivesse a beira de um ataque, mas no dia seguinte eu já estava muito melhor e mais consciente do momento que eu e a Catarina estamos passando.

MAAAS os meus textos são, na bem da verdade, CRÔNICAS sobre o meu cotidiano, meu e da Cata, óbvio! Então, pode ser que eu exagere em alguns fatos (só em alguns poucos fatos...rerere), como, por exemplo, minha adoração pela encantadora de bebês. Apesar de ter lido os livros e aplicado algumas recomendações dela, não é bem assim, eu não levo totalmente à risca tudo que ela fala, né?! Meninas, só pra vocês terem uma idéia, até hoje eu faço a Catarina dormir embalando ela no colo!!! E, confesso, não me importo nenhum pouco, adoro ficar juntinho, cantando musiquinhas de ninar.

Eu me identifiquei com a encantadora porque eu já sou (sempre fui, mesmo antes de parir) do jeito que ela recomenda que a mãe seja: organizada, prevenida, com rotina estruturada. Podem perguntar por aí se não é verdade. Eu VIVO pra fazer listas de afazeres. Não é mesmo, Nella?? Mas juro que não sou chata quanto parece ;) De qualquer forma, pra quem ainda não leu, eu acho uma ótima idéia.

Finalmente, como foi consenso de todos os comentários, continuo dando tchau e explicando que vou voltar logo do trabalho. Ela ainda não entende completamente a ponto de se acalmar e parar de chorar, mas também não fez mais aquele escândalo horroroso (na descrição da birra daquele dia não teve nada de exagero, verdade!). Óbvio que estamos no início do processo e teremos altos e baixos, mas agora, DEPOIS QUE MINHAS LEITORAS ME AJUDARAM A DECIDIR (rarararara, to ME ACHANDO a colunista da revista Mães e Filhos!!), tenho certeza de que estou no caminho certo!! Obrigada ;)

Quanto à babá, já mandamos ela embora!

Rarararara mentira, a Jú é uma fofa, ama a Catarina, trata super bem, não tenho do que reclamar. Vai ficar conosco pra sempre! Apesar do Júnior ainda achar que ela é apegada à Cata além da conta e que isso pode ser prejudicial. Acredita que ele tem medo de que quando a Jú parar de trabalhar com a gente ela tente seqüestrar nossa filha? Olha o tanto que a cabeça dele viaja!!

Agora vejam se uma mini pessoa dessas é mesmo capaz de fazer um escândalo tão feroz que me deixou toda desconcertada daquele jeito? Eu só posso ter inventado todo esse drama, não é mesmo ;)


 Notaram que no final do banho eu ensino a Cata a ARRUMAR a banheira, pois é, essa sou eu!

 Me diz se a Catarina não é a coisa mais fofa do Universo!!

Na festa do Bernardo










quarta-feira, 23 de março de 2011

Ela chegou, a CULPA, essa fanfarrona.

Pois é, agora sim a culpa da mãe que trabalha o dia todo tomou conta do meu ser cá estou sofrendo, angustiada, com dor no coração e a garganta embargada...BUÁÁÁÁÁÁ.

Desculpem pela introdução CAFONA, mas é exatamente assim que eu me sinto, brega, piegas, clichê no último grau.

Quando eu voltei a trabalhar a Catarina não tinha nem completado os quatro meses, mas voltei aos poucos, meio período, das 11 às 16 horas, dava pra aproveitar a manhã toda e o final da tarde. Sofri no início, claro, mas depois acostumei e hoje até acho bom, no escritório posso me dar ao luxo de pensar em outras coisas além de assuntos de bebês. Aos poucos também fui aumentando minha carga horária e correu tudo naturalmente.

Claro que de vez em sempre bate aquela culpinha, me pergunto se estou fazendo a coisa certa, afinal, durante a semana, passo pouco mais de duas horas com minha filha. Um pouquinho pela manhã, quando dou leite e brinco uns minutinhos e à noite chego logo depois do jantar, brinco por uma hora, dou banho, leite e faço dormir. Nos finais de semana eu grudo! A Catarina sempre ficou muito bem com a babá, minha mãe vem quase todos os dias em casa, pela manhã, e minha sogra também passa por aqui de vez em quando, à tarde.

Nunca tive nenhum problema mais grave com a Cata. Ela é tão boazinha, mas tãããão boazinha que no início eu nem comentava muito com as pessoas pra não “azedar”, mas confesso que nunca passei uma noite em claro. Óbvio que nos primeiros meses ela acordava de 3 em 3 horas, pontualmente, pra mamar. Mas dormia logo em seguida.

Desde o 4º/5º mês que ela dorme a noite inteira. Tivemos umas poucas noites em que ela acordou e não dormiu, mas essa “insônia” durava 4 horas, no máximo. Ou seja, não passei por aquele tão temido perrengue da falta de sono.

As transições de alimentação também foram super tranqüilas, o desmame foi extremamente natural, o único empecilho foi a demora pra pegar a mamadeira de leite em pó, o que durou um mês, mas depois foi que foi. Passou pela papinha numa boa e hoje ela já come de um tudo!

Mas agora começou a fase da birra e, apesar da Cata ser uma criança MUITO amigável, que sorri pra todo mundo e conquista quem passa na rua, a própria miss simpatia, ela também tem o lado birrenta. E sabe chorar alto, de lágrima e berrar excessivamente quando é contrariada.

E eu não queria uma filha birrenta, chata, que dá escândalo em público. Porém, pelo que pesquisei até aqui, essa filha que eu almejo não existe. TODA criança tem seu dia de chatonilda...

Então, eu cismei que deveria, ao menos, aprender a lidar com essas birras e tentar evitá-las ao máximo. Fui atrás da “Encantadora de Bebês” (Tracy Hogg) que tanto me ajudou a cuidar da Cata nos primeiros meses e à quem eu credito o milagre dela dormir a noite toda desde cedo. Sim, para vocês que a conhecem, desde o primeiro mês eu aplico o método do E.A.S.Y. (eat, activity, sleep, you), o que foi bem fácil pra mim, já que se trata de uma rotina estruturada e, não sei se sabem, mas eu adoro uma estrutura ;) Curto muito uma organização, uma boa tabela e a fixação de horários/atividades é comigo mesmo. Assim, eu e a Tracy nos tornamos boas amigas. Eu aqui, na minha cama e ela ali, no livro azul.

Pois bem, fui ao submarino e comprei o outro livro dela, o cor-de-rosa, onde a capa diz que a ENCANTADORA DE BEBÊS RESOLVE TODOS OS SEUS PROBLEMAS. E lá fui eu pro capítulo do “comportamento”, li e reli e vi que na maioria das vezes eu já estou agindo como ela recomenda, tem umas dicas boas de como acalmar a criança na hora da birra e, principalmente, sobre como evitar que o escândalo se inicie.

Ocorre que, uma das coisas que me pegou de jeito foi a seguinte: O bebê tem que confiar na mãe. E um dos motivos da perda de confiança é exatamente a hora de sair pro trabalho. O certo é você dar tchau e a criança te acompanhar até a porta. O que eu vinha fazendo até antes de ontem era dar um tchauzinho tímido e sair de fininho enquanto a babá entretinha ela com outra coisa.

Resolvi, então, mudar a tática. Eu que não quero minha filha perdendo a confiança em mim!

E aí que começa minha decepção. Ontem até que foi mais tranqüilo, depois de brincarmos um pouquinho, disse à Catarina que eu precisava sair pra trabalhar, ela já começou a me agarrar e fazer manha, fingir um chorinho besta, não queria de jeito nenhum ir brincar com a Jú, mas depois de uns minutinhos, ela distraiu, eu dei tchau e ela nem tchuns.

Por outro lado, hoje, foi O ESCÂNDALO da década. Parecia que ela tava apanhando de cinta. Chorou mais do que quando toma vacina. Show de horror. Meu coração apertado e eu dando tchau na porta de casa e ela esperneando no colo da babá e o Júnior lá, sem saber o que fazer. Fui embora e deixei minha filha chorando. Pela primeira vez na vida fui ouvindo os berros dela no elevador.

Nunca poderia imaginar sentir uma tristeza e uma impotência tão grande em toda minha vida. Juro. Também abri o berreiro e fui chorando pro escritório. E se tem uma hora que eu não posso chorar é no caminho do trabalho, pois é exatamente nesse momento, em pleno trânsito, que eu faço a maquiagem, tudo pra passar mais tempo com a Cata.

Pois é, minha gente, a tal da CULPA finalmente chegou. Que péssima hora, hein, dona Culpa! Sua fanfarrona, filha duma puta!!!

Saí da garagem e liguei pro Júnior, disse que tinha colocado um DVD e que ela estava mais calminha. Ao longo do dia fui ligando pra babá, passou o dia meio borocoxô, meio sentida, nada demais, desceu pra brincar de manhã, à tarde já estava melhorzinha, mas decidi voltar mais cedo pra casa, até porque a Jú não estava muito firme no que me dizia.

Cheguei e realmente estava tudo bem. Ela não estava radiante, mas é normal, tem um monte de dente querendo nascer e de vez em quando ela fica meio chatinha mesmo. Ficamos brincando até a hora do jantar e aí sim, levei uma FACADA NO PEITO. Fui pegar a minha filha do colo da babá e ela não quis vir comigo. Se agarrou na roupa da Jú igualzinho ela faz quando não quer sair do MEU colo.

Tive que arrancá-la da Jú e levá-la pro quarto e ela berrando sem parar. Demorou alguns minutos pra eu conseguir acamá-la. Foi terrível, pior do que pela manhã, pois agora ela tava chorando pra SAIR do meu colo.

Nossa, que dia péssimo! Pior dia do ano. E olha que ontem eu passei a tarde na Vila Prudente...

Enfim, ela se acalmou, voltamos pra cozinha, dei o jantar, depois a sobremesa, tudo numa boa, parece que ela esqueceu do trágico episódio. Brincamos mais um pouco, dei o banho, assistimos Peixonauta deitadinhas aqui na minha cama, por último dei a mamadeira e ela dormiu.

Mas eu estou péssima. Estou arquitetando um plano mirabolante pra mandar minha babá embora. Que ódio que eu fiquei dela! Agora entendo exatamente o que o Júnior sentiu quando passou por isso.

E não sei mais o que fazer. Volto a sair de fininho e corro o risco da minha filha perder a confiança em mim ou tento mais alguns dias o método da encantadora? Alguém aí sabe se essa história de perder a confiança é verdade mesmo? Será que eu agüento passar de novo por tudo isso? Sair de casa com aquela choradeira toda, deixar minha filha aos berros. Será que a Catarina preferiu a babá justamente por eu ter saído de casa e deixado ela esperneando daquele jeito? HALP!!!


ATUALIZAÇÃO: Esse post deu o que falar!! Vários comentários e muitas dicas! Obrigada à todos! Hoje já é sexta, e esses dois últimos dias a despedida pro trabalho foi MUITO mais tranquila, teve um chorinho de manha, mas nada que não pudesse ser contornado. Estou bem mais aliviada e certa das minhas atitudes.
Seguem abaixo os comentários que fizeram no Facebook, pois parece que é difícil comentar aqui no próprio blog. Se não me engano, quem não tem conta no google (outro blog ou gmail) deve comentar como "ANÔNIMO" e, claro, assinar no final do comentário.


Marinella Afonso: Mari, adorei o texto (não o seu sofrimento), mas vc esqueceu de mencionar sua adoração por listas.....das quais, aliás, sou total solidária. eheheh. Tbém sou solidária, por conhecimento de causa, de como é ruim passar uma tarde na Vl Prudente!


Marinella Afonso: ahahahahaha...............pronto!!! agora sim postei o comentário no blog.


Bi Mesquita Azank: Ai Ma, que triste seu texto...fiquei emocionada...ainda nem tenho como te dar dicas, mas acho que faz sentido sim esta questao da confiança...eu insistiria em dar tchau e explicar que vc VOLTARÁ. É triste pra ela, mas pelo menos vai entender que vc nao mente e se diz que volta volta mesmo...sei la....boa sorte....bjs


Dalton Iwazaki: sensacional.. culpa, essa $#@%$#%@#


Mariana Figueiredo Paduan: Hoje a despedida já foi bem mais tranquila :)


Maria Hilda Arvatti: Mari, acho que foi pura coincidência, ela não querer ir no seu colo, acho um fato isolado do outro, a gente que fica com a culpa (vai nos acompanhar sempre:(:( e vc ficou ansiosa e quis "recompensar". Linda, continue olhando nos olhos, se despedindo e falando que "daqui a pouco" volta, e ela vai entender! Vc é uma excelente mãe, da um "banho' em várias mães com mais filhos, e o espaço na vida e no coração da pequena é seu e ninguém "tasca".rs


Tathiana Prada: Mari, li e me emocionei.... bjocas


Elaine Hojaij: Tentei postar um comentário no seu blog, mas não sei se deu certo...Me fala, senão escrevo tudo de novo...


Elaine Hojaij: Mari, só te digo que NÃO, a culpa não é sua...Pelo menos ainda não...Sabe que somos nós que ajudamos a criar as birras, né?! me avisa sobre o post no blog


Vanessa Grassi: Darling, vc acabou de descobrir que, junto com a maternidade, vc ganha inteiramente grátis, a maior culpa do mundo. Vc terá váaaarios episódios de culpa ao longo de toda sua vida, por inúmeros motivos, esse foi só o primeiro. Não estou dizendo isso pra te desanimar, mas sim pra vc saber q é normal e ninguém passa sem isso! bjos!


Ana Maria Figueiredo Paduan: Tentei postar no blog mas não sei fazer....


Ana Maria Figueiredo Paduan: Filha:A culpa existe mesmo,sofri muito tbem.A qualidade de sua convivência com a Catarina vai suprir sua ausência.Você é a melhor mãe que alguem poderia desejar!!!!!!!!!!!!É tambem uma profissional da melhor qualidade.Sabe o que seus filhos sentirão em relação à você:ORGULHO!!!!!O mesmo que os meus sentem por mim.te amo,continue contando comigo.Beijos!!!!!Mamãe


Fernanda Gait: Não chorei com o post, pq passei por isso...agora com o que a tia Ana escreveu eu estou me debulhando!! Mari, estes micro seres dominam nosso coração. A maternidade traz culpa e insegurança, mas também traz o amor mais pleno. Bem vinda ao grupo das mães modernas...Tia Ana você é o MÁXIMO. bjs


Alessandra Maques Corrêa Afonso: Mari, acho que todas nós mães passamos por isso, pela culpa do trabalho, pela insegurança de como agir diante de certas situações...o que posso dizer é que a confiança é sim muito importante...acho que vc pode ser discreta ao sair, mas sempre em algum momento deve dizer que vai trabalhar, mas volta. A Laura chorou muitas vezes, mas hoje já lida melhor com a situação. Apesar de voltar a reclamar após feriados prolongados, férias...mas logo se adapta de novo. Quanto a não querer o seu colo....crianças são muito mais espertas do que imaginamos...procure tomar a decisão e passar segurança a ela, vai ajudá-la a se sentir segura tbém!Bom, essa foi só a minha experiência! Boa sorte!!


Ana Maria Figueiredo Paduan Tambem chorei!!!!!!!!!!!!!Beijo Fê

Elaine Hojaij:  Mari, que bom que hoje foi melhor!


Tinha escrito no seu blog que criança é assim mesmo...Elas vão nos testando. Quando for sair, avise: " a mamãe vai sair para trabalhar e no final do dia ( ou o horário que for) eu volto". Nunca saia de fininho; a criança pode perder a confiança em você, achar que pode ser enganada a qualquer tempo. Também nunca faça chantagens, do tipo: " a mamãe vai sair mas vai te trazer tal coisa..." Fale que vai sair, transmitindo segurança. Se ela perceber que você está de coração apertado, vai deitar e rolar... Aí, quando você voltar, reserve os primeiros momentos para estar com ela. Ela vai aprender que você sai , mas quando volta, é muito bom! Sabe que quando o Gabriel era pequeno, ele ficava na creche do HC...No primeiro dia, ele não chorou ( é raro ele chorar), mas na hora que fui buscá-lo, ele não olhava na minha cara de jeito nenhum; virava o rosto mesmo! Claro, que fiquei chateada, mas logo ele se acostumou.


É menina, vivendo e aprendendo com estes pequenos...Mas temos que estar sempre atentas, porque eles fazem de tudo para nos controlar! Aprendem num instante a fazer chantagem emocional!


Beijos nas duas!!!

quinta-feira, 17 de março de 2011

A descoberta das estatísticas

Ontem eu descobri aqui no blog uma ferramenta sensacional – chama-se ESTATÍSTICAS -, eu sei que você que tem blog vai rir da minha cara, pois eu já deveria saber disso há muito tempo, afinal, são quase dois anos de blog, sendo que no primeiro, ainda grávida, eu postei diariamente. Mas eu sou tão sem noção tecnológica (e, confesso, preguiçosa) que sempre escrevo meus textos no WORD, copio e colo no lugar de postar, clico em carregar e é isso. Nunca mexo em mais nada. Sei lá porque ontem resolvi ver que diabos eram essas estatísticas.

Dentre alguns fatos bem inúteis, mas interessantes, que eu descobri ressalto que somente neste mês meu blog foi acessado 40 vezes por computadores da Coréia do Norte. E, desde que ele foi inaugurado, 19 pessoas residentes da Moldávia entraram aqui...quédizê! Conhece a Moldávia? Clica aqui pra saber onde fica. Hoje duas pessoas do Irã (ou a mesma pessoa por duas vezes) passaram (passou) por aqui.

Além disso, as estatísticas me mostram quais termos procurados em sites de busca fizeram os internautas caírem no meu blog, confesso que eu mesma, sem paciência para aprender a utilizar os “favoritos”, entro aqui por meio do Google. Digito “gravidez da mari” e voilà!. Aliás, entro em qualquer site pelo Google. Sempre. Só que dois termos que buscaram me deixaram meio cabrera. Uns pervertidos aí, que estavam atrás de “criança pelada” e “chupeta no cavalo” vieram parar aqui...rararara. Olha que horror! Até que é engraçado, mas fiquei meio incomodada com isso.

Mas, na verdade, toda essa introdução é por causa de uma coisa que as estatísticas me mostraram que me deixou bem contente: Esse post, onde conto o resultado do cariótipo na gravidez e todos os dias da espera angustiante que os antecederam, teve 334 acessos! Mesmo que algumas pessoas tenham entrado mais de uma vez nessa página, acho que consegui alcançar um ótimo número de leitores e espero ter ajudado algumas futuras mamães que tenham passado pelo mesmo. E foi justamente pra isso que eu escrevi esse post em especial, transcrevendo minhas próprias palavras: ...resolvi publicar, pra lembrar disso no futuro e, quem sabe, ajudar outras gestantes que se encontram na mesma situação...

Fiquei feliz!