Parece que estamos vivendo aquela tão temida fase: os terrible two, a fase dos terríveis dois anos que é tão comentada pelos blogs de maternidade por aí.
Na verdade, eu até que to levando numa boa, quem mais sente e reclama da Catarina é a Jú, nossa babá. E olha que o tempo de contato delas, depois que começou a escola, ficou bem menor, viu! Catarina volta da escola, almoça enquanto ainda estou em casa, dorme logo depois do almoço e só acorda lá pelas quatro da tarde. Aí a Jú fica com ela até seis e meia, hora em que eu chego do escritório e assumo a função.
Mas não tem jeito, vira e mexe eu chego em casa no final do dia e tenho que ouvir que a Catarina fez escândalo na casa da Marina, não quis emprestar o brinquedo pro Miguel, bateu na Jú...Olha, cá pra nós, acho que a babá não tem pulso firme suficiente pra lidar com a Cata. Ou, então, já está perdendo a paciência mesmo.
Foram tantas as reclamações que até fui conversar com a Professora pra saber se na escola ela estava tão agressiva quanto o relatado pela Jú. Mas, aparentemente, com os coleguinhas de classe, a minha filhota é uma doce e gentil menina!
Minto se disser que quando está comigo ela é uma anja, longe disso, também faz muita malcriação, mas eu tento não deixar chegar ao ponto do escândalo, corto o mal pela raiz, falo com firmeza e, se precisar, deixo de castigo. É da idade!
Essa semana mesmo, a mãe da Gabi da classe veio perguntar se Catarina estava muito birrenta. Sim, respondi, e não é de hoje. Já faz tempo! Fica de castigo desde que tinha um ano e meio, mas nada que a gente não consiga contornar ou que atrapalhe um passeio, por exemplo.
O castigo eu aprendi com a "Super Nanny" que assistia enquanto ainda estava grávida. Fizemos, na varanda, um "cantinho do pensamento". Lá, quando merece um castiguinho, Catarina fica sozinha por dois minutos (um minuto para cada ano de vida), se acalma e quando vou tirá-la do castigo me abaixo e converso com ela, olho no olho, explico o motivo pelo qual a deixei lá sozinha e, na maioria das vezes, ela me abraça espontaneamente, como um pedido de desculpas.
Claro que tem vezes que a birra é tanta que não rola o pedido de desculpas...mas tudo bem, pelo menos ela dá uma acalmada.
Aí tem a parte engraçada do castigo. Quando a Catarina quer muito uma coisa e eu não dou/faço e ela começa a fazer aquela birra toda e eu vou ficando mais enérgica, elevando a voz e ela cada vez mais brava quando, de repente, ela sai bufando, batendo o pé e vai sozinha pro castigo...Aí eu não sei o que fazer (depois de rir escondida, claro!), se vou lá brigar porque, afinal de contas, SOU EU que mando ela ficar de castigo e não ela que determina quando pode ou não ir pro cantinho do pensamento ou se ignoro e deixo ela se auto castigar...rarararara É, não é fácil não. Mas, gente, é da idade!
Ou, então, quando não está em casa e é contrariada (isso acontece na casa das avós, geralmente) ela sai toda brava, de braços cruzados, típica pré-adolescente de apenas 02 anos, e se coloca sentada num cantinho, bufando e ao ser perguntada: O que foi, Catarina? O que você quer?, ela responde: Nada. Não foi nada. Não quero nada! Será que isso é da idade? rarararara
Outra providência, um pouco mais branda, que eu tomo quando ela começa a fazer drama em casa, chorar sem motivo e tals, é a seguinte: eu a deixo sozinha em algum canto e explico que só voltarei quando ela se acalmar. Geralmente dá certo, pouquíssimo tempo depois (menos de dois minutos) ela mesma me chama e diz: Já parei de chorar, mamãe, pode vir. E continuamos a fazer o que estávamos fazendo. Simples assim. Todo mundo precisa de um tempinho pra se acalmar.
Mas é impressionante o tanto que ela gosta de me testar. Se eu falo não pra qualquer coisa, na mesma hora ela faz a coisa errada e ainda me chama pra mostrar que está fazendo justamente aquilo: Mamããñhe! Olha! e fica esperando tomar bronca. Sempre. Safada! Aí tenho que tirá-la do local do delito ou tirar o objeto do crime das mãos dela. Fazer o que? É da idade!
Mais um ponto muito importante do comportamento da Catarina: Diz minha mãe que longe de mim ela é muito mais legal...rararara. Parece que ela só faz manha quando está ao meu lado. Mas, quer saber? Quando estamos sozinhas, sem platéia, ela também não faz tanta manha assim.
Se bem que quando não tem platéia ela dá um jeito de arranjar um espelho pra se ver chorando (forçando o choro, na verdade) e faz caras e bocas pro espelho, pra checar se o choro está convincente. Uma atriz nata!
Fica complicado quando o drama é fora de casa, não dá pra simplesmente deixar a criança se esgoelando no meio da rua, senão é capaz de levarem a gente pra delegacia, né?
Outro dia, no shopping, Catarina deu o primeiro escândalo daqueles típicos, por conta de um brinquedo que queria, mas não ganhou. Era um carrinho de bebê que ela ficou empurrando enquanto eu comprava um dos presentes das inúmeras festinhas infantis que temos toda semana. Aí, na hora de sair da loja e deixar o carrinho com a vendedora, começou a chorar e berrar. Pra não ser taxada de louca insensível, não pude deixá-la lá, chorando sozinha, como faria se estivesse em casa. A peguei no colo e tentei disfarçar, mostrando outra loja, outras coisas, até que ela foi esquecendo. Demorou, viu! Passamos uma certa vergonha, mas acho que isso está incluso no pacote! É da idade, não é?
Nesse mesmo dia tivemos a compensação: Depois das compras, levamos a Catarina para jantar pela primeira vez em muito tempo. Desde que ela começou a ter vontade própria, evitamos ao máximo levá-la em restaurantes (a não ser no clube, em hotéis, ou pra tomar um lanche rápido, enfim, onde birra de criança não é má vista), não acho que restaurante seja lugar de criança e o prazo máximo que a Cata consegue ficar sentadinha no cadeirão é meia hora. Mas esse dia ela se comportou direitinho! O garçom chegou na nossa mesa para anotar o pedido e ela, de primeira: "Tem suco de malácujá?" hahahaha FOFA! As pessoas da mesa ao lado ouviram e não se contiveram, na saída vieram falar com ela, perguntar se o suco tava bom!
Claro que ela não ficou o tempo todo sentada no cadeirão, mas, como estávamos no shopping, deu pra dar um passeio e voltar pra mesa quando foi necessário e nosso primeiro jantar fora foi um sucesso! Depois disso já fomos em outros restaurantes, desses mais rápidos e que sempre tem crianças, tipo Lanchonete da Cidade e afins, e deu tudo super certo! É só colocar um prato de batatinhas fritas na frente dela que mundo para! (fritura? pra criança de dois anos? eu sei! eu sei! mas é só no domingo, vai...)
Eu estou achando tudo bem normal e até divertido, essa fase dos dois anos que era pra ser "terrível", pra mim está sendo um aprendizado. É da idade!
A verdade verdadeira é que a Catarina é um amor de criança, feliz, brincalhona, super esperta e carinhosa que, sem mais nem menos, me tasca um beijo no meio do dia e diz: Eu te amo, viu? Ou me abraça e fala: huuuum que abraço gostoso! Mamãezinha querida. Gente, vou querer mais o que??
Olá Mari!
ResponderExcluirQue linda a Catarina! Ela é esperta e está te testando. [risos]
Abraços.
“Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso” (Jefhcardoso)
Convido para que leia e comente “ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ” no http://jefhcardoso.blogspot.com/
Ai amiga, p/ mim é sim coisa da idade, minha Mel está do mesmo jeito, é só uma fase que vai passar acredite.
ResponderExcluirTemos que curtir cada minuto, aproveitar ao máximo pois o tempo voa e depois só fica saudades desse tempo tão gostoso que estamos vivendo com nossas princesas, tem momentos que gostaria que o tempo parasse só pra ela não crescer, que fase deliciosa, dá trabalho, mas é uma delícia.
Bjos
Caso queira visitar meu blog, me mande seu email pois está privatizado.
ResponderExcluiraries.ribeiro@hotmail.com