quinta-feira, 4 de agosto de 2011

E o segundo filho, hein?

Outro dia, durante um almoço de final de semana, só eu e Júnior em casa enquanto Catarina tirava seu cochilo vespertino, tudo muito bom, tudo muito bem quando, de uma hora pra outra, sem nenhum aviso ou interpelação, meu marido solta essa: “Você não acha que já está na hora de pensarmos no segundo filho?” E eu, meio engasgada de susto, disse na lata: ACHO QUE NÃO.

Silêncio.

Argumentos.

Diz o Júnior que é bom ter logo dois filhos, um atrás do outro, mais prático, você já está acostumado com um bebê em casa e vem outro em seguida, nem dá tempo de pensar duas vezes. Eu, hein! Credo. Deve ser bom ter filhos assim, seqüencialmente, pra quem vive fora de casa, só pode ser. Imagina cuidar de dois bebês ao mesmo tempo? Certamente ambos perderão colo e dedicação.

Segundo meu marido, “dizem” que é melhor ter o segundo filho logo, pois a casa já está toda adaptada para um bebê. Gente!! E a mãe?? E o primogênito, tadico?I?

Minha programação é começar a pensar no segundo filho no início do ano que vem, quando a Catarina completará 2 anos e iniciará a escolinha. Mas, sinceramente, estou muito bem acomodada só com uma filha. Não sinto a necessidade de outra criança, além de, ao contrário Júnior, achar muito cedo.

Sou da seguinte opinião: O próximo filho tem que vir quando o anterior já está com mais de três anos e não precisa mais de (muito) colo. Imagina se eu tivesse outro filho agora? Catarina morreria de ciúmes e depressão de tão grudada que ela é em mim.

O pior de tudo é quando eu falo que não penso em ter um segundo filho e os outros me olham como se eu fosse a pessoa mais egoísta do mundo. “Como assim deixar a Catarina ser filha única? É imprescindível pra felicidade dela ter um irmão pra aprender a dividir as coisas!”

Essa pressão pelo segundo filho me irrita de um tanto! É bem capaz que eu decida por não engravidar de novo só pra não fazer o que OS OUTROS acham que eu devo.

Minha visão dos fatos é completamente diferente. Em primeiro lugar, meu casamento deu uma balançada forte depois do nascimento da Catarina e só voltou aos trilhos há pouco. Ou seja, antes de pensar em ter mais um filho, preciso ver se o casamento vai mesmo vingar. Ponto. Depois, precisamos pensar se uma nova “crise pós parto” será superada e se estamos dispostos a passar por tudo isso mais uma vez, matrimonialmente falando.

Realmente não acho que um irmão seja uma necessidade básica e indispensável na vida de uma criança. Muito pelo contrário, poderemos conceder muito mais conforto pra Catarina sem outro filho que, invariavelmente, nos trará o dobro das despesas.

Por certo que a Catarina conviverá com muitas outras crianças, tanto na escola quanto no prédio, que tem umas dez crianças que regulam com a idade dela, além dos primos, Bebela e João, mais os amiguinhos que fará no Clube, ou seja, não será a ausência de um irmão que fará com que a Cata se sinta só.

Sem contar no quesito “espaço”. Meu apartamento é relativamente grande, temos uma sala enorme e uma varanda gigante, seria até pecado afirmar que não temos espaço para outra criança.

Maaaas, em compensação, os quartos, além de pequenos, já estão inteiramente ocupados, são três: o nosso de casal, o da Cata e o escritório do Júnior, onde ele passa as noites jogando no computador e onde é permitido (em termos) que ele faça a bagunça que deseja, tanto com aquela montanha de papéis empilhados em cima da escrivaninha, quanto com a outra montanha, a de roupas largadas no chão. Além disso, a gente não divide banheiro, o Júnior só usa o banheiro do escritório e eu o do nosso quarto. Ou seja, sem esse escritório nosso casamento não dura nem uma semana. Aposto. Imagina se eu vou aturar montanhas de bagunça do meu quarto? De jeito nenhum!

E aí? Onde vai ser o quarto do segundo filho? A não ser que o Júnior abra mão de jogar videogame e ficar no computador toda noite, mude toda a bagunça do escritório para o consultório dele, comece a guardar papéis em pastinhas e as roupas em seus devidos lugares... QUÉDIZE...Quem nos conhece pessoalmente percebeu minha ironia. Definitivamente, é impossível que aconteça tudo isso. Além do mais, teríamos que definir horários para a utilização do nosso banheiro. Podemos até ter espaço em casa, mas não temos um quarto pro segundo filho. Fato.

Outra implicância minha é com relação à gravidez em si. A gestação da Catarina foi muito tranqüila, sem nenhum percalço, tirando o caso da translucência nucal, que não deu em nada, alguma dor de cabeça, sono e cansaço, passei a gravidez inteira ótima. Mas eu realmente não curti ESTAR grávida. Não gostei da mudança no meu corpo (com exceção do meu cabelo que ficou lindo, mas caiu tudo na amamentação...), daquele peso todo (e ter que emagrecer tudo depois...), me achava bem feiosa, tanto é que tenho pouquíssimas fotos dessa época. Quis nem registrar.

Só de pensar em passar por tudo isso novamente, me dá uma preguiça monstro. É isso mesmo. Confesso: Morro de preguiça de engravidar de novo! Ufa!

Por outro lado, me vem a lembrança do parto e dos primeiros meses da Catarina, que foram tão tranqüilos e compensadores e, hei de fazer nova confissão: Tenho uma mini vontadezinha de parir novamente!!

Os quatro meses de licença maternidade foram tão incríveis... Foi o NOSSO momento! Eu e ela! Passava meus dias em função da Cata e nenhuma vez, nem por um instante, quis mudar aquilo. Nunca pensei em sair pra espairecer, pegar um cineminha ou jantar fora pra mudar um pouco de ares, sabe? Nunca. Fazia questão de estar sempre junto da Catarina. Dependência total da minha filhota. Soa até um pouco doentio, mas é a mais pura verdade. E acompanhar todo o crescimento, diariamente, curtir cada momento mágico ao lado desse serzinho que está crescendo e evoluindo a passos (MUITO!) largos sob a minha aba é tão gratificante que...gente! Será que eu quero ter um segundo filho??

Bom, pelo menos por enquanto, ainda não. Até o ano que vem permaneceremos assim, só com a Catarina. No início de 2012, dependendo dos acontecimentos, pensaremos num irmãozinho (tenho a impressão de que será outra menina...).

O Júnior também precisa pensar melhor nessa vontade dele, pois a resposta que ele me deu quando eu perguntei porque ele pensava em ter o segundo filho não me convenceu nenhum pouquinho: Porque “dizem” que é mais prático. Ah Vá?!? Você jura que quer ter outro filho agora porque os outros acham melhor? Francamente!

Eu ainda estou bem dividida nessa questão e só vou decidir engravidar quando tiver 100% certeza do que eu quero. Assim como foi na gravidez da Catarina, será tudo devidamente decidido e controlado POR MIM!! Pois é, caso ainda não tenham percebido, sou dessas maníacas por controle.

Um comentário:

  1. Oi achei o seu blog sem querer, no twitter da Mariana Belém. Adorei esse seu post sobre o segundo filho e principalmente a franqueza na hora e dizer "eu não curti estar grávida". Estou entrando no 8º mês e várias vezes durante a gestação eu tb tenho essa sensação. Mas daqui a pouco minha pequenina chegará e espero passar com ela esses 4 primeiros meses maravilhosos... e só depois pensar no segundo filho.

    Abs, Mariana
    babythebest.wordpress.com

    ResponderExcluir