quarta-feira, 11 de maio de 2011

A Primeira Febre

Fiquei devendo um post sobre a primeira febre da Catarina.

Foi num domingo no final da tarde, já estávamos em casa, depois de um almoço daqueles deliciosos na Sussu. Catarina tinha sido convidada para uma festinha de aniversário de uma amiga da minha mãe e ela (a avó) toda empolgada que iria apresentar a neta à sociedade com vestido de casinha de abelha e tudo mais...

Enquanto eu preparava o jantar, o Júnior foi trocar a fralda, tentei dar a comida meia hora antes do horário usual, pois lá pelas 18 horas meus pais já passariam lá em casa para pegá-la (fiquei com preguiça de ir e tinha resolvido que a Catarina iria sair sozinha com os avós). Ela não quis nem saber do papá. Muito estranho, já que minha filha simplesmente ama comer e come de um tudo. A colocamos em frente à TV, apesar de ser contra dar comida em companhia da Galinha Pintadinha ou outro DVD qualquer, há dias que não tem outra solução. Nem assim deu certo, a menina refugou todas as tentativas.

Tentamos colocar banana na comida, dar só a banana com mel e nada! Aí, ao tirar ela do cadeirão percebi a temperatura. Ela estava MUITO quente. Comentei com o Júnior e ele disse que tinha mesmo sentido ela mais quentinha na hora que foi trocar a fralda (e não falou nada!?). Enfim, depois de algumas tentativas frustradas (descobrimos que Catarina odeia o termômetro de baixo do braço, apesar de curtir muito mordê-lo), conseguimos medir a temperatura: 38,5°C.

Por incrível que pareça eu não fiquei nervosa. Já tenho em mente que criança fica doente. É um fato. Fiquei, sim, com dó da minha filhota. Tadica! Senti que o Júnior se preocupou mais do que eu. Quando ele fica nervoso não consegue se expressar em palavras, tipo emudece e, quando a gente pergunta alguma coisa, ele demora alguns bons segundos pra responder e a resposta sempre vem monossilábica e pra dentro. Tipo: Juca, você acha que a gente deve dar um banho fresco pra baixar essa febre? Ele: Hum. Até conseguir obter uma resposta satisfatória eu tenho que repetir a pergunta umas três vezes.

Nada de festinha pra Cata. Meus pais chegaram bem nessa hora, demos um Tylenol e ficamos lá na sala corujando a Catarina, literalmente. A febre foi baixando bem aos pouquinhos, meus pais foram pra festa eu e Júnior resolvemos dar um banho fresco na Cata. A mamadeira da noite ela tomou metade e dormiu no horário de sempre, ainda meio febril. Resolvi dormir no quarto dela, pra qualquer eventualidade e só fomos acordar às oito da manhã. Beleza!

De manhã ela ainda estava meio molinha, mas nada de febre. Muito manhosa! Só queria ficar no colo. A deixei com a Jú e fui trabalhar bem atrasada e com o coração na mão. Na hora do almoço me ligaram de casa pra falar que ela não estava bem, ainda manhosa, tava suando e não quis comer comida (mas comeu banana e bolacha – sei!?). Enfim, voltei correndo pra casa e fiquei com ela a tarde toda. A febre não voltou e no fim do dia ela já estava bem melhor, continuou manhosa, mas conseguimos dar o jantar (em frente à TV). No dia seguinte ela já acordou toda serelepe, passou tudo e vivemos felizes para sempre.

Mentira! Teve nada de felicidade no dia seguinte. Talvez eu tenha pegado o vírus da Catarina, que em mim bateu muito mais forte, ou foi o almoço de segunda, não sei, só sei que eu passei muito mal durante a madrugada toda, dor de barriga, vomitando, dor no corpo, acordei péssima e nem fui trabalhar. Uma dessas viroses de sempre.

No início da tarde, estava na cama, tentando dormir e me contorcendo em dor quando a Érica (minha empregada ou secretária do lar, como preferir), que é devota do Bispo Edir Macedo, entra no quarto com um AZEITE UNGIDO e pergunta se poderia passar na minha barriga.

Fiquei meio sem reação e deixei, mais por educação, pois não consegui falar não. Até porque, que mal poderia me fazer, certo? Aí, piorou, ela perguntou se poderia ORAR. Deixei. Tive que me esforçar pra não rir, sorte que o quarto estava meio escuro, assim pude disfarçar meu constrangimento. A mulher parecia o próprio pastor gritando e mandando Jesus “tirar todas as bactérias e olho gordo daquele corpo, daquela carne, daquele sangue!!! Em nome de Jesus!” OK.

Enfim, dormi umas duas horas durante a tarde e acordei ÓTIMA. Juro!

Minha melhora pode ter sido por conta do Tylenol que eu tomei antes da reza, ou mesmo o final da virose, mas, de qualquer forma, coincidiu com o Azeite Ungido da Igreja Universal. E a Érica ficou toda se achando a curandeira.

É isso aí, cada um com a sua fé!

Nenhum comentário:

Postar um comentário