domingo, 25 de outubro de 2009

Sexta – 23/10/2009 – 24 semanas e 01 dia

No meio da madrugada tive a maior insônia, um calorão e eu não achava o controle do ar condicionado no escuro, o Júnior fungando e roncando que nem louco e eu contando as horas pra acordar às 6:45 da matina pra conseguir chegar no Fleury à tempo. Acabou que eu fui dormir no quarto que será da Catarina, no colchão no chão e perdi a hora! Não totalmente, tive que correr e não deu tempo de lavar o cabelo, mas consegui chegar no exame com 5 minutos de antecedência (eles pedem pra chegar meia hora antes).

Enfim, deu tudo certo e o exame transcorreu normal, tirando o fato de que a Catarina não curtiu muito o médico e o chutou durante todo o tempo, já é malcriada desde a barriga, meudeus! Na verdade eu também estranhei um pouco o doutor, ele não falou nada durante o exame. Bem diferente dos outros médicos do Fleury que fazem ultrassom, tanto os fetais quanto o de mama que eu já fiz por lá, que vão narrando tudo que estão vendo, esse aí só no finalzinho disse que estava tudo bem e ponto. Bom, se está tudo bem, quem sou eu pra discordar, não é mesmo?

Escritório. Faz uma semana que eu estou negociando a aquisição de um imóvel com um tiozinho, de uns 80 anos, ele é tipo o secretário do sócio da empresa que vendeu o imóvel. Maior figuraça. Do tipo bronco que não fala tchau antes de desligar o telefone, fala gritando e não consegue anotar um endereço sequer. Só pra ter uma idéia, um dia ele me ligou e eu cobrei umas certidões, pedi que enviasse por fax e depois me entregasse o original, aí ele começou a xingar, com essas exatas palavras, antes de desligar o telefone: “Putaquepariu, não tem um porra dum filhodaputa aqui pra passar um fax!”. Eu ri. É desse naipe o tiozinho. E hoje foi o dia da escritura e ele me ligou umas 15 vezes entre 10 e 11 horas da manhã até que apareceu aqui pra usar meu computador emprestado, sem avisar, tipo íntimo. Meio louco, mas um tiozinho fofo até. O chefe dele, no final da negociação, agradeceu a minha paciência...rerere. Finalmente, deu tudo certo e todos saíram bem felizes do negócio. Tá vendo! Por isso que eu adoro direito imobiliário. Nunca tem um perdedor, como no processo civil. É só ganhador, minha gente!

Voltei pro escritório, almocei no kilo do gringo aqui do lado e a tarde foi bem tranqüila, sem muitos telefonemas ou interrupções que me fizessem desconcentrar do trabalho, consegui dar andamento em várias coisas. Produtivo. Aliás, pensando bem, muitíssimo produtivo pra uma sexta-feira à tarde.

Aproveitei, ainda, pra marcar manicure, cabelo e maquiagem pro casório que teremos amanhã, do Ricardinho, colega médico do Júnior. Vamos ver se esse cabeleireiro de Ana Maria é bom mesmo. Nunca gosto do resultado final de cabelo feito em salão, mas estou morrendo de preguiça de me arrumar, então gastarei alguns reais pra que façam isso por mim.

Cheguei em casa com vontade de comer comida árabe, liguei pro Júnior, que já estava de saída do hospital e ele ficou de trazer um ranguinho da hora. Porém, imprevistos que acontecem, o Rafael, colega de plantão, teve que ir socorrer a esposa, que passou mal, e o coitado do Juquinha foi obrigado a cobrir o plantão dele, até meia noite. Mais um dia sem ver meu maridinho...Acabou que eu comi lasanha congelada mesmo. That´s life!

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